QUERO UM LOBO AZUL JUSTAMENTE PORQUE ELE NÃO EXISTE.
SE EXISTISSE SERIA UMA ABERRAÇÃO DA NATUREZA,PORTANTO VALERIA UMA FORTUNA. TODOS OS CIENTISTAS DAS EXATAS, DA ÁREA DA GENÉTICA, IRIAM QUERER ESTUDÁ-LO PARA SABER O QUE HOUVE DE ERRADO NO SEU PERCURSO FORMATIVO, QUE DRÁSTICO ACIDENTE OCORREU PARA QUE TAL CRIATURA NASCESSE AZUL?
COITADO DE TAL SER, NINGUÉM LEVOU EM CONSIDERAÇÃO SUA VONTADE, SEU DESEJO NEM SEU MEDO. AFINAL, O QUE É A VIDA DE UM INSIGNIFICANTE LOBO AZUL PERANTE AS GRANDES DESCOBERTAS DA CIÊNCIA?!!
ESSE É O HOMEM RACIONAL, SEMPRE BUSCANDO O PORQUÊ DO EXISTIR SEM NUNCA ENCONTRAR O SENTIDO DA SUA MISERÁVEL VIDA...
By Rita de Cássia C. Vidal
ANDAR E OBSERVAR AO LONGO DO CAMINHO. QDO VAMOS RÁPIDO DEMAIS COM AS COISAS,Ñ PERCEBEMOS OS BREJOS SIMPLÓRIOS Q SE FORMAM EM NOSSA ALMA MUDANDO SEU CENÁRIO,OU SEJA,OS NOVOS PENSAMENTOS Q TEMOS AO INTERPRETAR AS IMPRESSÕES DO MEIO Q NOS ENVOLVE,TÃO AGRESTE, SIMPLES E IMPERCEPTÍVEL AOS OLHOS DA FUTILIDADE DA QUAL MUITAS VZS PREFERIMOS FAZR PARTE POR SER MAIS FÁCIL D VER(...) IMPRESSIONE-SE C KDA PÔR-DO-SOL!POIS Ñ IMPORTA QTOS SEJAM,NENHUM É IGUAL AO OUTRO. ENFIM NOVO DIA,MAIS UM TRIBUTO A ELE.
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sábado, 28 de agosto de 2010
OFERECIMENTO
EM TROCA DO TEU ÓDIO IMBECIL,
DOU-LHE A MINHA INDIFERENÇA.
E OFEREÇO-LHE TAMBÉM A FORMA DE PERDÃO MAIS PERFEITA E COMPASSIVA
À TUA PODRIDÃO: O ESQUECIMENTO.
RITA DE CÁSSIA CASTLE
DOU-LHE A MINHA INDIFERENÇA.
E OFEREÇO-LHE TAMBÉM A FORMA DE PERDÃO MAIS PERFEITA E COMPASSIVA
À TUA PODRIDÃO: O ESQUECIMENTO.
RITA DE CÁSSIA CASTLE
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
MEDO DAS GENTES
É QUERIDA HILST,CONCORDO COM VC, TAMBÉM ME BORRO DE MEDO DAS GENTES,DAS SUAS SUTILEZAS CAPAZES DE TRANSFORMAR UM ABUSO EM PRAZER,DOR EM ALEGRIA, VIOLÊNCIA EM NORMALIDADE...
TENHO MEDO DE ENTRAR NESSE JOGO ONDE A ARTE DA GUERRA É SUPERIOR À ARTE DE AMAR,ONDE O SANGUE JORRA FEITO ÁGUA E AS PESSOAS NÃO PASSAM DE ALVOS.
MORRO DE MEDO DAS GENTES COM SUAS ARTIMANHAS CRETINAS IDIOTIZANTES, QUE ENCHEM NOSSOS OLHOS COM SEUS ESPETÁCULOS PATÉTICOS, MASCARANDO A REAL INFAMIA DE SUAS CORES...
Rita de Cássia C. Vidal
TENHO MEDO DE ENTRAR NESSE JOGO ONDE A ARTE DA GUERRA É SUPERIOR À ARTE DE AMAR,ONDE O SANGUE JORRA FEITO ÁGUA E AS PESSOAS NÃO PASSAM DE ALVOS.
MORRO DE MEDO DAS GENTES COM SUAS ARTIMANHAS CRETINAS IDIOTIZANTES, QUE ENCHEM NOSSOS OLHOS COM SEUS ESPETÁCULOS PATÉTICOS, MASCARANDO A REAL INFAMIA DE SUAS CORES...
Rita de Cássia C. Vidal
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
MEU DIÁRIO
Quero com este cuspe de palavras,que saiu de forma tão amarga de minhas entranhas,estilo Augusto dos Anjos quase que um escarro mesmo, poder ultrapassar essa fase obscura-pessimista de cadência deprimente na qual mergulhei por uns tempos para lançar-me a outro Brejo mais arejado, não abandonando a crueza crítica,que mto me atrai. Não serei jamais uma dissimulada perante meus leitores, que para mim são sagrados,mas sim um pouco cara de pau pra falar o que penso. Não terei mais medo,na verdade receio,porém tudo o que eu escrever estará envolto do cenário cínico das sutilezas...
MEU DIÁRIO NÃO É ROSA, ALIÁS ODEIO ROSA. ESSA COR SEMPRE ME CAUSOU FADIGA E NÁUSEA...
MEU DIÁRIO É FURTA-COR-FURTIVO, ISTO É, ROUBA DAS OUTRAS CORES A ESSÊNCIA E DOS LEITORES A PACIÊNCIA PIEDOSA E CONSTRANGIDA PERANTE AS LASCIVAS PALAVRAS PROFERIDAS POR UMA VELHA CRIANÇA, DONA DE PENSAMENTOS TORPES BEM TALHADOS NOS DETALHES DA PUTREFATA CARNE TRÊMULA QUE, ESPORRANDO CHORUME, ACARICIA O TÊNUE INVÓLUCRO DA INOCÊNCIA, MACULANDO-A COM PETÉQUIAS FÉTIDAS DE ESCÓRIA HUMANA...
* Inspirado na obra de Hilda Hilst, O caderno rosa de Lori Lamby;
Rita de Cássia C. Vidal (Pearl Castle)
MEU DIÁRIO NÃO É ROSA, ALIÁS ODEIO ROSA. ESSA COR SEMPRE ME CAUSOU FADIGA E NÁUSEA...
MEU DIÁRIO É FURTA-COR-FURTIVO, ISTO É, ROUBA DAS OUTRAS CORES A ESSÊNCIA E DOS LEITORES A PACIÊNCIA PIEDOSA E CONSTRANGIDA PERANTE AS LASCIVAS PALAVRAS PROFERIDAS POR UMA VELHA CRIANÇA, DONA DE PENSAMENTOS TORPES BEM TALHADOS NOS DETALHES DA PUTREFATA CARNE TRÊMULA QUE, ESPORRANDO CHORUME, ACARICIA O TÊNUE INVÓLUCRO DA INOCÊNCIA, MACULANDO-A COM PETÉQUIAS FÉTIDAS DE ESCÓRIA HUMANA...
* Inspirado na obra de Hilda Hilst, O caderno rosa de Lori Lamby;
Rita de Cássia C. Vidal (Pearl Castle)
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
BELEZA DO TEMPO
continuando o que foi postado no Êxtase...
Há na história da humanidade, O fato de maior beleza já vista; uma beleza dramática,verdadeira,dolorosa,redentora,indizível,inimaginável,indescritível, enfim, a mais pura porque foi e é a representação da Magnitude suprema e sublime do Amor.
E que fato é este tão indizível?
A Paixão de Cristo,aliás, a própria existência dele, Jesus.
A beleza se deixa tocar quando abrimos as janelas da alma para sentir, ela quer ser descoberta e se dá à pesquisa. Nós é que preferimos nossa cadeira de balanço,que embala o cérebro mas não sacode a poeira vertiginosa do olhar estúpido. Nem sequer abrimos os ouvidos para as palvras do mestre Jesus: "quem dizes que sou?",nem mais paramos para pensar sobre sua magnífica beleza tão cheia de amor, até porque PARAR não é o verbo da vez, como também não o são alguns outros, porém o grande Mestre, em seu supremo ato de compreensão e humildade,ainda pede a Pai que perdoe-nos,pois não sabemos o que fazemos...
Que fique claro aqui que não sou nenhuma fanática religiosa pregando uma instituição,até porque isso seria um atentado à brilhante e insuperável inteligência do Maior Homem do mundo, Jesus. Só estou tentando, minimamente e com muitas deficiências,analisar a beleza desse ato de amor que nenhum outro homem seria capaz de fazer.
Sim, é verdade. só compramos um livro se a capa nos chama a atenção, só compramos uma casa se a mesma encontrar-se num bairro de prestígio, só temos caopacidade de "amar" uma pessoa se esta estiver dentro de um padrão que alguém,que nem conhecemos,estabeleceu. Isto é, a pessoa perfeita,quer dizer ideal,tem um formato e não trejeitos, tem um corpo e um rosto inabaláveis pelo tempo, é um robô que não enferruja,ou seja, não existe.
E não existe porque não há este ser humano atemporal, não há coisas aqui desta terra que não possam ser tocadas pelo Tempo. Este pintor dos céus deixa sua marca em tudo, e é perfeccionista, não perfeito,pois para ele nunca está bom,por isso está em constante movimento. "O tempo não pára"...
Então quando você olhar no espelho e ver aquela linha que antes não tinha no rosto,o que antes era tenro, perdendo a viçosidade,um branco surgindo aqui e ali, não se desespere, é apenas um grande mestre das Artes aperfeiçoando seu trabalho...
Veja bem, há uma dialética hermenêutica onde nada está pronto e acabado, que lança convites de compreensão à complexidade das coisas simples.
E quem de nós tem coragem e ousadia de mergulhar nas turbulentas águas das dúvidas? Quem, em sã consciência celular,arriscaria perder a vida por conta de uma pesquisa,em nome de um ideal?,por amor a pessoas que nem conhecemos, não estão próximas e/ou que nos ferem o ego?
É melhor continuar mesmo nas pacatas águas dos rótulos...
RITA DE CÁSSIA CASTRO VIDAL
Há na história da humanidade, O fato de maior beleza já vista; uma beleza dramática,verdadeira,dolorosa,redentora,indizível,inimaginável,indescritível, enfim, a mais pura porque foi e é a representação da Magnitude suprema e sublime do Amor.
E que fato é este tão indizível?
A Paixão de Cristo,aliás, a própria existência dele, Jesus.
A beleza se deixa tocar quando abrimos as janelas da alma para sentir, ela quer ser descoberta e se dá à pesquisa. Nós é que preferimos nossa cadeira de balanço,que embala o cérebro mas não sacode a poeira vertiginosa do olhar estúpido. Nem sequer abrimos os ouvidos para as palvras do mestre Jesus: "quem dizes que sou?",nem mais paramos para pensar sobre sua magnífica beleza tão cheia de amor, até porque PARAR não é o verbo da vez, como também não o são alguns outros, porém o grande Mestre, em seu supremo ato de compreensão e humildade,ainda pede a Pai que perdoe-nos,pois não sabemos o que fazemos...
Que fique claro aqui que não sou nenhuma fanática religiosa pregando uma instituição,até porque isso seria um atentado à brilhante e insuperável inteligência do Maior Homem do mundo, Jesus. Só estou tentando, minimamente e com muitas deficiências,analisar a beleza desse ato de amor que nenhum outro homem seria capaz de fazer.
Sim, é verdade. só compramos um livro se a capa nos chama a atenção, só compramos uma casa se a mesma encontrar-se num bairro de prestígio, só temos caopacidade de "amar" uma pessoa se esta estiver dentro de um padrão que alguém,que nem conhecemos,estabeleceu. Isto é, a pessoa perfeita,quer dizer ideal,tem um formato e não trejeitos, tem um corpo e um rosto inabaláveis pelo tempo, é um robô que não enferruja,ou seja, não existe.
E não existe porque não há este ser humano atemporal, não há coisas aqui desta terra que não possam ser tocadas pelo Tempo. Este pintor dos céus deixa sua marca em tudo, e é perfeccionista, não perfeito,pois para ele nunca está bom,por isso está em constante movimento. "O tempo não pára"...
Então quando você olhar no espelho e ver aquela linha que antes não tinha no rosto,o que antes era tenro, perdendo a viçosidade,um branco surgindo aqui e ali, não se desespere, é apenas um grande mestre das Artes aperfeiçoando seu trabalho...
Veja bem, há uma dialética hermenêutica onde nada está pronto e acabado, que lança convites de compreensão à complexidade das coisas simples.
E quem de nós tem coragem e ousadia de mergulhar nas turbulentas águas das dúvidas? Quem, em sã consciência celular,arriscaria perder a vida por conta de uma pesquisa,em nome de um ideal?,por amor a pessoas que nem conhecemos, não estão próximas e/ou que nos ferem o ego?
É melhor continuar mesmo nas pacatas águas dos rótulos...
RITA DE CÁSSIA CASTRO VIDAL
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Conversa com o lado de dentro
"Um rosto é uma história escrita pelo tempo"
Esses dias fui tomar um café no Êxtase,uma dessas gentilezas de amigos, e como estava bom aquele café!
Depois do café,Allyne e eu fomos dar uma volta pelos porões da mente...
Que sensação estranha eu senti ao descer as escadas do meu porão,cheguei tão perto do meu Ser que sufoquei. Tive medo de ir mais longe e descobrir que meu Ser não passava de um nada mas era alguma coisa em suspensão. Então recuei pra não perder o sentido que há tanto venho tentando consolidar,não fui tão corajosa como a Moça do sol...
Não sei se se pode chamar aquela portinha ou alçapão, de cristal da verdade mas estive muito perto de tocá-lo lá naquele porão,a ponto de encontrar uma verdade esquizofrênica. Foi quando tornei a mim ou não sei a que Ser decadente,que aceita ser uma coisa sólida a uma que deforma as bases,porque dessa maneira pode-se andar por um terreno já conhecido, pelo menos ao que parece.
Como disse, voltei a mim ou ao ponto de partida rotular e enfim pude falar, mas nada disse.
Foi a primeira vez que cheguei tão perto da minha cadência, assim torta e sinuosa,imperfeita! E como me frustra essa imperfeição!...
Por que eu não posso ser normal como as outras pessoas? Por que sou esse monstro,que nem eu mesma tenho coragem de encarar? Talvez eu nem seja,só estou. E por que estou?
Certa vez alguém me disse: "Os motivos pelos quais te amo,não são vistos em nenhum espelho." Encanta os ouvidos, porém, por que não consigo acreditar nisso?
Meu problema não tem solução,está por trás de todas as minhas imperfeições,para além do porão, num abismo chamado Liberdade.
Rita de Cássia Castro Vidal
Esses dias fui tomar um café no Êxtase,uma dessas gentilezas de amigos, e como estava bom aquele café!
Depois do café,Allyne e eu fomos dar uma volta pelos porões da mente...
Que sensação estranha eu senti ao descer as escadas do meu porão,cheguei tão perto do meu Ser que sufoquei. Tive medo de ir mais longe e descobrir que meu Ser não passava de um nada mas era alguma coisa em suspensão. Então recuei pra não perder o sentido que há tanto venho tentando consolidar,não fui tão corajosa como a Moça do sol...
Não sei se se pode chamar aquela portinha ou alçapão, de cristal da verdade mas estive muito perto de tocá-lo lá naquele porão,a ponto de encontrar uma verdade esquizofrênica. Foi quando tornei a mim ou não sei a que Ser decadente,que aceita ser uma coisa sólida a uma que deforma as bases,porque dessa maneira pode-se andar por um terreno já conhecido, pelo menos ao que parece.
Como disse, voltei a mim ou ao ponto de partida rotular e enfim pude falar, mas nada disse.
Foi a primeira vez que cheguei tão perto da minha cadência, assim torta e sinuosa,imperfeita! E como me frustra essa imperfeição!...
Por que eu não posso ser normal como as outras pessoas? Por que sou esse monstro,que nem eu mesma tenho coragem de encarar? Talvez eu nem seja,só estou. E por que estou?
Certa vez alguém me disse: "Os motivos pelos quais te amo,não são vistos em nenhum espelho." Encanta os ouvidos, porém, por que não consigo acreditar nisso?
Meu problema não tem solução,está por trás de todas as minhas imperfeições,para além do porão, num abismo chamado Liberdade.
Rita de Cássia Castro Vidal
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sábado, 15 de maio de 2010
EU SOU...?

*CONTINUAÇÃO DO QUE FOI POSTADO NO ÊXTASE.
ÀS VEZES SOU MINHA ALGOZ MAS PERCEBO TER A NECESSIDADE DE ME PERDOAR PARA PERDOAR OS OUTROS,ESSE ATO SUBLIME, NO MEU ÍNTIMO E ÍNFIMO OLHAR PARA A PERFEIÇÃO ETERNA...
NÃO SOU A BAILARINA, NEM TENHO A ARTE PARA TANTO MILÍMETRO DE IMPECÁVEL QUALIDADE TÉCNICA,QUE VAI DA POSTURA AO OLHAR,LÂNGUIDO NA VAGUIDÃO A ADMIRAR O BRILHO DO VÁCUO.
PRA FALAR A VERDADE,NEM SEI SE MEUS MOVIMENTOS SE ENQUADRAM EM ALGUM RITMO COM CERTO NÍVEL DE RESPEITABILIDADE...
SOU AQUELE PATINHO FEIO À ESPERA DE UM MILAGRE... QUEM SABE A LUZ DE UMA VAGA FORMA CIRCULAR EXUBERANTE SE COMPADEÇA DESTE MEU PENAR E ME TRANSFORME NUM CISNE NEGRO,DE TAMANHA BELEZA E RARIDADE,QUE OS OLHARES ALEGREM-SE E ENTRISTEÇAM-SE,SIMULTANEAMENTE E,PORTANTO, CONTRADIGAM-SE TAMBÉM NUMA CAÓTICA E CONSTRUTIVA BATALHA DAS LINGUAGENS SUBJETIVAS.
MAS TENHO O DIREITO DE SER O CISNE COM VONTADE DE SE TORNAR O PATINHO DESAJEITADO OU AINDA, SER O CISNE OU O PATO FELIZ POR SER QUEM SOU SEM DEPRIMIR-ME SE, DE REPENTE,UMA OUTRA BELEZA VIER OFUSCAR-ME,POIS SOU UMA BELEZA CAPAZ DE OFUSCAR OUTRAS TAMBÉM,PORQUE É ASSIM QUE SE DÁ O TILINTAR DAS ESTRELAS EM MEIO A ALUSÕES DE POEIRA...
E,ASSIM,NA MINHA AQUIESCÊNCIA MATEMÁTICA, TENHO O TEMPO DE UM SORVETE AO SOL DO MEIO-DIA,PORQUE A VIDA ESTÁ EM OUTRO LUGAR,ULTERIOR À CASQUINHA...
ENQUANTO SER,SOU ISTO O QUE ME TORNO AO LER E ESCREVER CONTRA A MORTE.
SOU A ESSÊNCIA DA APARÊNCIA QUE NÃO VÊS E CRÊS QUE ENXERGA.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
ALMA INFAME

Por que fizeste-me
Apaixonar
Diga-me alma demente?
Tu és um assassino de sonhos,
Deixaste em pedaços
Meu castelo de cristal.
Hoje só vejo trevas
Onde antes havia jardins...
Agora o silêncio
Grita mais alto
Do que mil cigarras.
O que sinto nesse momento
Rasga a minha carne,
Tenho agonia de morte
É sufocante viver...
Essa angústia enlouquece-me...
Preciso gritar
Mas não tenho voz,
Quero correr
Mas não tenho forças,
Desfaleço com a boca seca
E para matar sede
Vinagre...
Esse cheiro acre de solidão
Com misto de saudade
Deixa transparecer
A suntuosa imagem
Da ingratidão...
Eu, logo eu,
Que te dei o saber mais doce,
Que te banhei na mais
Perfumada água,
Que te mostrei a face
Mais azul do céu,
Recebo de tu, alma infame,
O mais amargo gosto de fel.
Apaixonar
Diga-me alma demente?
Tu és um assassino de sonhos,
Deixaste em pedaços
Meu castelo de cristal.
Hoje só vejo trevas
Onde antes havia jardins...
Agora o silêncio
Grita mais alto
Do que mil cigarras.
O que sinto nesse momento
Rasga a minha carne,
Tenho agonia de morte
É sufocante viver...
Essa angústia enlouquece-me...
Preciso gritar
Mas não tenho voz,
Quero correr
Mas não tenho forças,
Desfaleço com a boca seca
E para matar sede
Vinagre...
Esse cheiro acre de solidão
Com misto de saudade
Deixa transparecer
A suntuosa imagem
Da ingratidão...
Eu, logo eu,
Que te dei o saber mais doce,
Que te banhei na mais
Perfumada água,
Que te mostrei a face
Mais azul do céu,
Recebo de tu, alma infame,
O mais amargo gosto de fel.
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ÁLCOOL BARATO
Quero beber um pouco desse álcool barato,
Sentindo o cheiro curtido desse ambiente de luxúria...
Lugar este onde os prazeres efêmeros ecoam na pele
E provocam arrepios.
Vou provar um pouco dessa tempestade de sentidos arredios
Assediar esse paladar agridoce de amargo fim
E gozar no âmago do meu ser pecador
A conquista de ser um nojento observador
Escondido na fria e estática arte
De apreciar a decadência e a dor.
Sentindo o cheiro curtido desse ambiente de luxúria...
Lugar este onde os prazeres efêmeros ecoam na pele
E provocam arrepios.
Vou provar um pouco dessa tempestade de sentidos arredios
Assediar esse paladar agridoce de amargo fim
E gozar no âmago do meu ser pecador
A conquista de ser um nojento observador
Escondido na fria e estática arte
De apreciar a decadência e a dor.
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domingo, 14 de fevereiro de 2010
POEMA VADIO

CANTAR O AMOR PROFANO É ESTE O MEU DELEITE E O MEU DRAMA
PRA SACIAR UMA VOZ EGOÍSTA DE UMA CHAMA
QUE ARDE DENTRO DE MIM...
ENVOLVER COM UMA DANÇA IMORAL DE ALGUMA CIGANA
CARMEM TALVEZ...
SOU O ESPÍRITO DE UM POETA VADIO
QUERO PRENDER ALGUÉM NA MINHA TENDA,
LANÇAR MEU OLHAR MAIS VAGABUNDO
ROLAR NA GRAMA ATÉ SAIR FAÍSCA,
E JOGAR ESSE ALGUÉM FORA DEPOIS QUE ME SATISFIZER.
NÃO MAIS OLHAREI SUA FACE,
NÃO MAIS FALAREI AOS SEUS OUVIDOS,
NÃO MAIS OUVIREI SEUS GEMIDOS,
NÃO MAIS LEMBRAREI SEU SEMBLANTE.
QUANDO CERRAR SEUS OLHOS NUM SONO DELIRANTE
VOLTAREI AO MEU ESTADO DE CRIATURA ERRANTE
E AO SEU LADO NÃO PERMANECEREI,
MAS PROCURAREI OUTRA VÍTIMA PARA MEU CARMA TERRESTRE...
EVOCAREI NOVAMENTE O ENCANTO DE UMA SERPENTE
E SEREI COMO AREIA
COM SEUS MISTÉRIOS QUENTES...
AH! OUTRA VEZ PROVOCAREI A PERDA DE ALGUMA ALMA INOCENTE
DE ALGUÉM QUE SONHAVA QUE IRIA SER PRA SEMPRE ESSE INSTANTE.
CORAÇÕES PARTIDOS, RIOS DOLORIDOS, ANJOS CAÍDOS
QUE PENA! EU SEI...
MEU AMOR É FEITO DE SANGUE,
O SANGUE DAS RUAS, DOS DESERTOS, DOS MARES E DE LUGARES DISTANTES...
SOU ESTRANHA, TALVEZ
MAS AS CRIATURAS DESTE MUNDO SÃO OBSCURAS, MAS SE VESTEM MUITO BEM...
EU, PORÉM, ANDO DESPIDA
SEM PUDOR
SEM MEDIDA
APENAS COM UMA VONTADE SABOTADA
DE ALGUÉM QUE GOSTARIA DE DIZER A VERDADE
MAS NÃO TEM CORAGEM...
SOU UM SER QUE RESOLVEU TIRAR A MÁSCARA
E POR ISSO SEMPRE SEREI MASSACRADA PELA IDEOLOGIA DE MUITOS ALGUÉNS...
PORÉM, ESTES MESMOS ME PROCURAM
PARA REALIZAR SUAS FANTASIAS VULTOSAS
PROTEGIDAS POR CERTO DISCURSO MORALISTA
DE UM SANTO AMORAL.
NO ENTANTO, NESSE VIÉS EU SOU UM DEMÔNIO
E ELES POÇOS DE DIVINDADES.
AINDA SOU UM MONSTRO POR NÃO MENTIR?
PRA SACIAR UMA VOZ EGOÍSTA DE UMA CHAMA
QUE ARDE DENTRO DE MIM...
ENVOLVER COM UMA DANÇA IMORAL DE ALGUMA CIGANA
CARMEM TALVEZ...
SOU O ESPÍRITO DE UM POETA VADIO
QUERO PRENDER ALGUÉM NA MINHA TENDA,
LANÇAR MEU OLHAR MAIS VAGABUNDO
ROLAR NA GRAMA ATÉ SAIR FAÍSCA,
E JOGAR ESSE ALGUÉM FORA DEPOIS QUE ME SATISFIZER.
NÃO MAIS OLHAREI SUA FACE,
NÃO MAIS FALAREI AOS SEUS OUVIDOS,
NÃO MAIS OUVIREI SEUS GEMIDOS,
NÃO MAIS LEMBRAREI SEU SEMBLANTE.
QUANDO CERRAR SEUS OLHOS NUM SONO DELIRANTE
VOLTAREI AO MEU ESTADO DE CRIATURA ERRANTE
E AO SEU LADO NÃO PERMANECEREI,
MAS PROCURAREI OUTRA VÍTIMA PARA MEU CARMA TERRESTRE...
EVOCAREI NOVAMENTE O ENCANTO DE UMA SERPENTE
E SEREI COMO AREIA
COM SEUS MISTÉRIOS QUENTES...
AH! OUTRA VEZ PROVOCAREI A PERDA DE ALGUMA ALMA INOCENTE
DE ALGUÉM QUE SONHAVA QUE IRIA SER PRA SEMPRE ESSE INSTANTE.
CORAÇÕES PARTIDOS, RIOS DOLORIDOS, ANJOS CAÍDOS
QUE PENA! EU SEI...
MEU AMOR É FEITO DE SANGUE,
O SANGUE DAS RUAS, DOS DESERTOS, DOS MARES E DE LUGARES DISTANTES...
SOU ESTRANHA, TALVEZ
MAS AS CRIATURAS DESTE MUNDO SÃO OBSCURAS, MAS SE VESTEM MUITO BEM...
EU, PORÉM, ANDO DESPIDA
SEM PUDOR
SEM MEDIDA
APENAS COM UMA VONTADE SABOTADA
DE ALGUÉM QUE GOSTARIA DE DIZER A VERDADE
MAS NÃO TEM CORAGEM...
SOU UM SER QUE RESOLVEU TIRAR A MÁSCARA
E POR ISSO SEMPRE SEREI MASSACRADA PELA IDEOLOGIA DE MUITOS ALGUÉNS...
PORÉM, ESTES MESMOS ME PROCURAM
PARA REALIZAR SUAS FANTASIAS VULTOSAS
PROTEGIDAS POR CERTO DISCURSO MORALISTA
DE UM SANTO AMORAL.
NO ENTANTO, NESSE VIÉS EU SOU UM DEMÔNIO
E ELES POÇOS DE DIVINDADES.
AINDA SOU UM MONSTRO POR NÃO MENTIR?
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
NOS PORÕES DA MENTE

Nos porões da mente escrevo linhas de sangue e dor
Escondo minha face no escuro para que ninguém veja meu olhar assassino,
Dissimulado e perverso...
No fundo sou uma luz morta, um poema esquecido, um verso perdido, uma dor clemente, uma voz tangente, um suspiro inocente corrompido por uma voz cálida e suave ao pé do ouvido...
Sou arrepio oriundo do calor das mãos amigas e amantes de uma madrugada escondida e arriscada, veementemente delirante de tanto desejo e pudor perdido numa chama de amor carnal...
Quando saio à luz de uma vaga, sou doce, sou o mais puro ser que podes ver, sou o mais irresistível sabor que já sentiu, te encanto com a voz mais intrigante que existe e te fascino com isso, com os detalhes, com os toques suaves na pele...
Feito uma brisa, te envolvo e tu não queres que eu te solte...
Eu não te prendo, tu te prendes a mim.
Eu tento, juro que tento fugir de mim, desse ser sujo que sou
Mas eu mesma não consigo soltar-me de mim...
A única coisa que pude fazer foi avisar-te que eu não poderia ser tua, que éramos muito diferentes, pois enquanto tu eras um terreno sólido eu era um pântano e, assim, tu sempre estarias pisando em ovos comigo. Mas tu não me escutaste e quiseste assim mesmo ficar comigo, tolo... Talvez pensando que poderia mudar este ser...
Queria mudar, mas há mais mistérios em mim do que em todo o universo...
Você ainda não sabe quem sou de verdade,
Quando te vejo sinto vontade de mordê-lo até sentir o férreo e quente gosto de teu sangue ardente em paixão, tomar conta do teu corpo convulsivo de incontrolável desejo e te fazer sentir o supremo êxtase da certeza do último sopro de vida, quero te sufocar com um beijo até suplicares pelo ar, e eu, insanamente sorrirei deste teu delírio excitando-me ainda mais...
Ó Deus! Sou cruel... Alimento-me dos pecados e da fragilidade da intrigante carne humana...
Sou assassina porque mato de volúpia os corações que me amam,
Sou suja porque rendo-me a estas voracidades,
Sou dissimulada porque finjo ser um anjo enquanto sou crápula incurável, uma fera que jamais poderá ser dominada, mas que sempre domina...
Sou perversa porque essa volúpia mortal me inebria, incendeia e enlouquece-me de um prazer absurdo e absoluto...
E seus gritos de pavor, angústia, desespero, medo e até mesmo de dor me deixam profundamente repleta de satisfação.
Ó não! Não quero que saibas de tudo isso.
Ó sagrado sol para o qual me confessei, ilumina-me com tua luz intensa, me queima, transforma-me em cinzas para que eu não possa realizar isso tudo ao cair da noite...
Ó ! Esse desejo me consome, e só de pensar meu corpo treme...
Agora, voltarei ao meu lúgrube lugar sombrio onde evoco poesias, devoro filosofia barata e revolvo no intenso prazer do cerne do teu inefável ser, na ardente prática infernal do meu amor louco.
Escondo minha face no escuro para que ninguém veja meu olhar assassino,
Dissimulado e perverso...
No fundo sou uma luz morta, um poema esquecido, um verso perdido, uma dor clemente, uma voz tangente, um suspiro inocente corrompido por uma voz cálida e suave ao pé do ouvido...
Sou arrepio oriundo do calor das mãos amigas e amantes de uma madrugada escondida e arriscada, veementemente delirante de tanto desejo e pudor perdido numa chama de amor carnal...
Quando saio à luz de uma vaga, sou doce, sou o mais puro ser que podes ver, sou o mais irresistível sabor que já sentiu, te encanto com a voz mais intrigante que existe e te fascino com isso, com os detalhes, com os toques suaves na pele...
Feito uma brisa, te envolvo e tu não queres que eu te solte...
Eu não te prendo, tu te prendes a mim.
Eu tento, juro que tento fugir de mim, desse ser sujo que sou
Mas eu mesma não consigo soltar-me de mim...
A única coisa que pude fazer foi avisar-te que eu não poderia ser tua, que éramos muito diferentes, pois enquanto tu eras um terreno sólido eu era um pântano e, assim, tu sempre estarias pisando em ovos comigo. Mas tu não me escutaste e quiseste assim mesmo ficar comigo, tolo... Talvez pensando que poderia mudar este ser...
Queria mudar, mas há mais mistérios em mim do que em todo o universo...
Você ainda não sabe quem sou de verdade,
Quando te vejo sinto vontade de mordê-lo até sentir o férreo e quente gosto de teu sangue ardente em paixão, tomar conta do teu corpo convulsivo de incontrolável desejo e te fazer sentir o supremo êxtase da certeza do último sopro de vida, quero te sufocar com um beijo até suplicares pelo ar, e eu, insanamente sorrirei deste teu delírio excitando-me ainda mais...
Ó Deus! Sou cruel... Alimento-me dos pecados e da fragilidade da intrigante carne humana...
Sou assassina porque mato de volúpia os corações que me amam,
Sou suja porque rendo-me a estas voracidades,
Sou dissimulada porque finjo ser um anjo enquanto sou crápula incurável, uma fera que jamais poderá ser dominada, mas que sempre domina...
Sou perversa porque essa volúpia mortal me inebria, incendeia e enlouquece-me de um prazer absurdo e absoluto...
E seus gritos de pavor, angústia, desespero, medo e até mesmo de dor me deixam profundamente repleta de satisfação.
Ó não! Não quero que saibas de tudo isso.
Ó sagrado sol para o qual me confessei, ilumina-me com tua luz intensa, me queima, transforma-me em cinzas para que eu não possa realizar isso tudo ao cair da noite...
Ó ! Esse desejo me consome, e só de pensar meu corpo treme...
Agora, voltarei ao meu lúgrube lugar sombrio onde evoco poesias, devoro filosofia barata e revolvo no intenso prazer do cerne do teu inefável ser, na ardente prática infernal do meu amor louco.
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