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sábado, 19 de fevereiro de 2011

LUTO



ONTEM O LUTO ENCOBRIU-ME
SUAS VESTES TOMARAM MEU CORPO PARA DEIXAR-ME INDETERMINADAMENTE COM A ALMA EM PRANTOS...
SE SOU FRACA, O QUE FAZER NÃO CONSIGO DISFARÇAR?
COMO VOU DIZER QUE TUDO "É SÓ DOS OLHOS PRA FORA"?
EU MORRI E ESTOU DE LUTO POR MIM, NINGUÉM  PRECISA CHORAR SEI QUE NÃO EXISTE NINGUÉM MAIS FRACO QUE EU...
A DOR QUE RONDA MINHA GARGANTA É SALGADA DEMAIS, NÃO DÁ PRA ENGOLIR E, POR ENQUANTO, AINDA NÃO ENCONTREI NENHUM LAGO PARA DESPEJAR O SAL QUE CORROI MINHA LARINGE...
FOI BOM ENQUANTO DUROU, MAS SE É CHEGADA A HORA, É DEIXAR O MAR INVADIR O ROSTO E MAREJÁ-LO, DEIXANDO-O VERMELHO E MOLHADO PELAS ONDAS ...

By Rita de Cássia C. Vidal

sábado, 3 de julho de 2010

AS MASMORRAS

QUERO DEDICAR ESSE POST,A TODOS VCS MEUS QUERIDOS LEITORES, E PEÇO QUE ME AJUDEM A COMPREENDÊ-LO...

TIVE UMA VIAGEM BEM ESTRANHA ESSES TEMPOS, FUI AOS PORÕES DA MENTE PRA TENTAR DESCOBRIR O PORQUÊ DE MUITAS COISAS E QUESTÕES HUMANAS,QUE ESTAVAM TORTURANDO O MEU PENSAR E O SENTIR.
SEMPRE DISSE QUE TINHA MEDO DE IR ATÉ LÁ,MAS FUI. EU TINHA QUE DESCOBRIR O QUE É QUE SE ESCONDE TÃO BEM DENTRO DAQUELE PORÃO...
SERÁ QUE É LÁ QUE SE ENCONTRA A PEDRA FILOSOFAL?
SERÁ QUE DENTRO DE UMA DAQUELAS MASMORRAS ESTÁ A VERDADE INDISCUTÍVEL?
OU NÃO EXISTE VERDADE ALGUMA?
O QUE É QUE ESTÁ TÃO BEM GUARDADO QUE EU NÃO CONSIGO ME APROXIMAR PARA, PELO MENOS OLHAR?
TENHO RECEIO DE SABER QUE EU NÃO SOU EU E PERDER O CHÃO QUE  DEMOREI TANTO A CONSTRUIR...
MAS VAMOS À VIAGEM E O QUE CONSEGUI VER POR LÁ.
PEÇO POR FAVOR QUE NÃO SE ASSUSTEM,E QUERO QUE SAIBAM QUE POR MAIS QUE EU ESTEJA FLAGELADA E SANGRANDO POR DENTRO, JAMAIS DEIXAREI VOCÊS SEM MINHA PRESENÇA, SÃO VOCÊS QUEM ME ILUMINAM O CAMINHO ESCURO.
CONSEGUI CHEGAR MUITO PERTO DA FACE MAIS SOMBRIA DO SER HUMANO,SIM EU VI COISAS QUE GOSTARIA MUITO DE APAGAR,MAS O QUE FOI MAIS ESTRANHO É QUE SENTI UMA ENORME VONTADE DE PERDOAR E ABRAÇAR AQUILO QUE PRESENCIEI, VI QUE Ñ ERA FELIZ...
AO MESMO TEMPO  ME DESESPEREI, SUFOCAVA E CHORAVA IMPLORANDO PARA SAIR DAQUELE LUGAR...
FOI HORRIVEL!!
ESTOU TENTANDO COMPREENDER O QUE HOUVE, QUANDO EU TIVER RESPOSTAS VOLTO A POSTAR, MAS AGORA NÃO CONSIGO MAIS NEM DIGITAR PORQUE MINHAS MÃOS ESTÃO TRÊMULAS.

OBRIGADA,
BJOS

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

ALMA INFAME


Por que fizeste-me
Apaixonar
Diga-me alma demente?
Tu és um assassino de sonhos,
Deixaste em pedaços
Meu castelo de cristal.
Hoje só vejo trevas
Onde antes havia jardins...
Agora o silêncio
Grita mais alto
Do que mil cigarras.
O que sinto nesse momento
Rasga a minha carne,
Tenho agonia de morte
É sufocante viver...
Essa angústia enlouquece-me...
Preciso gritar
Mas não tenho voz,
Quero correr
Mas não tenho forças,
Desfaleço com a boca seca
E para matar sede
Vinagre...
Esse cheiro acre de solidão
Com misto de saudade
Deixa transparecer
A suntuosa imagem
Da ingratidão...
Eu, logo eu,
Que te dei o saber mais doce,
Que te banhei na mais
Perfumada água,
Que te mostrei a face
Mais azul do céu,
Recebo de tu, alma infame,
O mais amargo gosto de fel.

ÁLCOOL BARATO

Quero beber um pouco desse álcool barato,
Sentindo o cheiro curtido desse ambiente de luxúria...
Lugar este onde os prazeres efêmeros ecoam na pele
E provocam arrepios.
Vou provar um pouco dessa tempestade de sentidos arredios
Assediar esse paladar agridoce de amargo fim
E gozar no âmago do meu ser pecador
A conquista de ser um nojento observador
Escondido na fria e estática arte
De apreciar a decadência e a dor.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

POEMA VADIO


CANTAR O AMOR PROFANO É ESTE O MEU DELEITE E O MEU DRAMA
PRA SACIAR UMA VOZ EGOÍSTA DE UMA CHAMA
QUE ARDE DENTRO DE MIM...
ENVOLVER COM UMA DANÇA IMORAL DE ALGUMA CIGANA
CARMEM TALVEZ...
SOU O ESPÍRITO DE UM POETA VADIO
QUERO PRENDER ALGUÉM NA MINHA TENDA,
LANÇAR MEU OLHAR MAIS VAGABUNDO
ROLAR NA GRAMA ATÉ SAIR FAÍSCA,
E JOGAR ESSE ALGUÉM FORA DEPOIS QUE ME SATISFIZER.
NÃO MAIS OLHAREI SUA FACE,
NÃO MAIS FALAREI AOS SEUS OUVIDOS,
NÃO MAIS OUVIREI SEUS GEMIDOS,
NÃO MAIS LEMBRAREI SEU SEMBLANTE.
QUANDO CERRAR SEUS OLHOS NUM SONO DELIRANTE
VOLTAREI AO MEU ESTADO DE CRIATURA ERRANTE
E AO SEU LADO NÃO PERMANECEREI,
MAS PROCURAREI OUTRA VÍTIMA PARA MEU CARMA TERRESTRE...
EVOCAREI NOVAMENTE O ENCANTO DE UMA SERPENTE
E SEREI COMO AREIA
COM SEUS MISTÉRIOS QUENTES...
AH! OUTRA VEZ PROVOCAREI A PERDA DE ALGUMA ALMA INOCENTE
DE ALGUÉM QUE SONHAVA QUE IRIA SER PRA SEMPRE ESSE INSTANTE.
CORAÇÕES PARTIDOS, RIOS DOLORIDOS, ANJOS CAÍDOS
QUE PENA! EU SEI...
MEU AMOR É FEITO DE SANGUE,
O SANGUE DAS RUAS, DOS DESERTOS, DOS MARES E DE LUGARES DISTANTES...
SOU ESTRANHA, TALVEZ
MAS AS CRIATURAS DESTE MUNDO SÃO OBSCURAS, MAS SE VESTEM MUITO BEM...
EU, PORÉM, ANDO DESPIDA
SEM PUDOR
SEM MEDIDA
APENAS COM UMA VONTADE SABOTADA
DE ALGUÉM QUE GOSTARIA DE DIZER A VERDADE
MAS NÃO TEM CORAGEM...
SOU UM SER QUE RESOLVEU TIRAR A MÁSCARA
E POR ISSO SEMPRE SEREI MASSACRADA PELA IDEOLOGIA DE MUITOS ALGUÉNS...
PORÉM, ESTES MESMOS ME PROCURAM
PARA REALIZAR SUAS FANTASIAS VULTOSAS
PROTEGIDAS POR CERTO DISCURSO MORALISTA
DE UM SANTO AMORAL.
NO ENTANTO, NESSE VIÉS EU SOU UM DEMÔNIO
E ELES POÇOS DE DIVINDADES.
AINDA SOU UM MONSTRO POR NÃO MENTIR?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

NOS PORÕES DA MENTE


Nos porões da mente escrevo linhas de sangue e dor
Escondo minha face no escuro para que ninguém veja meu olhar assassino,
Dissimulado e perverso...
No fundo sou uma luz morta, um poema esquecido, um verso perdido, uma dor clemente, uma voz tangente, um suspiro inocente corrompido por uma voz cálida e suave ao pé do ouvido...
Sou arrepio oriundo do calor das mãos amigas e amantes de uma madrugada escondida e arriscada, veementemente delirante de tanto desejo e pudor perdido numa chama de amor carnal...
Quando saio à luz de uma vaga, sou doce, sou o mais puro ser que podes ver, sou o mais irresistível sabor que já sentiu, te encanto com a voz mais intrigante que existe e te fascino com isso, com os detalhes, com os toques suaves na pele...
Feito uma brisa, te envolvo e tu não queres que eu te solte...
Eu não te prendo, tu te prendes a mim.
Eu tento, juro que tento fugir de mim, desse ser sujo que sou
Mas eu mesma não consigo soltar-me de mim...
A única coisa que pude fazer foi avisar-te que eu não poderia ser tua, que éramos muito diferentes, pois enquanto tu eras um terreno sólido eu era um pântano e, assim, tu sempre estarias pisando em ovos comigo. Mas tu não me escutaste e quiseste assim mesmo ficar comigo, tolo... Talvez pensando que poderia mudar este ser...
Queria mudar, mas há mais mistérios em mim do que em todo o universo...
Você ainda não sabe quem sou de verdade,
Quando te vejo sinto vontade de mordê-lo até sentir o férreo e quente gosto de teu sangue ardente em paixão, tomar conta do teu corpo convulsivo de incontrolável desejo e te fazer sentir o supremo êxtase da certeza do último sopro de vida, quero te sufocar com um beijo até suplicares pelo ar, e eu, insanamente sorrirei deste teu delírio excitando-me ainda mais...
Ó Deus! Sou cruel... Alimento-me dos pecados e da fragilidade da intrigante carne humana...
Sou assassina porque mato de volúpia os corações que me amam,
Sou suja porque rendo-me a estas voracidades,
Sou dissimulada porque finjo ser um anjo enquanto sou crápula incurável, uma fera que jamais poderá ser dominada, mas que sempre domina...
Sou perversa porque essa volúpia mortal me inebria, incendeia e enlouquece-me de um prazer absurdo e absoluto...
E seus gritos de pavor, angústia, desespero, medo e até mesmo de dor me deixam profundamente repleta de satisfação.
Ó não! Não quero que saibas de tudo isso.
Ó sagrado sol para o qual me confessei, ilumina-me com tua luz intensa, me queima, transforma-me em cinzas para que eu não possa realizar isso tudo ao cair da noite...
Ó ! Esse desejo me consome, e só de pensar meu corpo treme...
Agora, voltarei ao meu lúgrube lugar sombrio onde evoco poesias, devoro filosofia barata e revolvo no intenso prazer do cerne do teu inefável ser, na ardente prática infernal do meu amor louco.