segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

ALMAS AGRESTES


Nesta noite fria
Teu corpo arde
Com um desejo clemente
De desmaiar no meu corpo
E agonizar de prazer.

Entre sussurros e gritos,
Entre carícias e gemidos
Nossos seres tremem
E exalam um misterioso
Perfume de gengibre
Que emana do agreste de nossas almas
E nos envolve com abraços selvagens...

Nesse instante
Sou teu anjo e teu demônio
Invado teu sonho
Feito uma cigana imoral...
Sou teu deleite,
Sou teu álcool barato,
Sou teu animal...

Por enquanto queimamos em pensamento
Você aí, eu cá
Mas mesmo longe enlouquecemos
Com uma intrigante falta de ar
Provocada pela tangente lembrança de um olhar.

Aquele beijo que me deste
Roubou-me a alma
Senti-me congelar.
Aquela filosofia que a ti joguei
Talvez foi o que te fez me amar.
As nossas aventuras arriscadas pela madrugada
Fizeram-nos,
Um no outro,
Eternizar.

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